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sábado, 15 de outubro de 2016

O papel da Filosofia nos dias atuais.


Ricardo Bins di Napoli

Da mesma forma me surpreendia que certos filósofos, entre eles Aristóteles, Kant e Hegel, afirmavam que certas categorias em número finito seriam suficientes para falarmos do mundo e descrevê-lo. Outros binômios nas categorias filosóficas encontramos tais como acaso e necessidade, possibilidade e necessidade, uno e múltiplo, parte e o todo, vida e morte, paixão (ou emoção, sentimento) e razão, o ser e o nada, existência e essência, essência e aparência, quantidade e necessidade, ato e potência, finito e infinito etc.
Me parecia muita pretenção imaginar que as categorias que se usa para definir o mundo seriam tão poucas, pois me parecia tão limitado. Será que não existem outras categorias ou conceitos que se venha utilizar para dizer outras coisas? E os fatos científicos novos, digamos a bomba atômica, gravidade, as particulas subatômicas que seriam partes de um todo, que na antigüidade era considerado indivisível, o átomo (o indivisível).
A filosofia deu origem a muitas áreas do conhecimento seja na antigüidade ou na modernidade. Por exemplo, a matemática (geometria), a lógica, a física, a química, a psicologia, a história, a estética, a sociologia, a antropologia e a ciência política. Este movimento de criação de novas áreas do conhecimento apoiado em novos métodos de investigação significou, por um lado, o encurtamento do domínio da filosofia como uma area de conhecimento que não buscaria por métodos empíricos descrever mais apropriadamente o mundo.
Muitos consideram que a filosofia é um metadiscurso sobre o mundo que busca falar dos mesmos objetos que a ciência investiga, mas entretanto, por meio de questões fundamentais do tipo o que é o mundo, o que é o bem moral, o que é o conhecimento, o que belo, o poder, a vida, o argumento válido e a verdade, entre outras.
Cada pergunta destas foi o centro da investigação das diferentes áreas da filosófia desde que a filosofia occidental surgiu, que chamamos respectivamente de Metafísica, Ética, Epistemologia, Estética, Filosofia Política, Lógica. Mas se a filosofia até agora em suas diferentes áreas não se utiliza de métodos empíricos como ela procede? Qual é o seu método de investigação? Ela utiliza-se da linguagem e das intuições do filósofo. Ela utiliza-se também de um métodos que não é único pois há diferentes, tais como: o fenomenológico, o transcendental, o hermenêutico, o dialético e o analítico.
Há alguns anos surgiu, entretanto, a necessidade nova de uma interpretação do que seriam os objetos de investigação da filosofia. A filosofia agora parece ter que justificar sua existência frente aos avanços da ciência e concorreria em certos momentos com o próprio conhecimento científico.


Abril de 2015

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